Por que benefícios mal comunicados podem gerar mais frustração do que motivação

três pessoas imitando os “três macacos sábios”, da cultura japonesa.

Nos últimos anos, muitas empresas fizeram um esforço genuíno para ampliar a proposta de benefícios corporativos para seus colaboradores. Novas soluções foram adicionadas, orçamentos foram ajustados e responder a demandas cada vez mais diversas de seus times se tornou prioridade.

No entanto, na prática, esse esforço não necessariamente se traduz em impacto real. Em muitos casos, a falta de comunicação interna acaba ofuscando iniciativas que, em teoria, foram pensadas para melhorar a experiência das pessoas.

Os benefícios existem, mas não são utilizados. Estão disponíveis, mas passam despercebidos. Fazem parte do pacote, mas não da experiência cotidiana.

Quando isso acontece, o problema não é apenas simbólico. Um benefício que não é compreendido ou vivido é, na prática, um investimento que não gera retorno. Pior ainda: pode se tornar contraproducente, gerando confusão, desinteresse ou uma sensação silenciosa de “isso não é para mim”.

Ter benefícios não é suficiente: o que importa é como eles são vivenciados

No mundo do trabalho atual, o valor de um benefício não está apenas na sua existência, mas em como ele se integra à realidade das pessoas. Quando há falta de comunicação no trabalho, até os melhores benefícios perdem sentido.

Se o time não entende o benefício, não sabe quando usá-lo ou não consegue relacioná-lo a uma necessidade concreta, ele deixa de cumprir sua função. Nesse cenário, os benefícios corporativos para colaboradores existem apenas no papel, mas não geram impacto real.

Esse fenômeno aparece com mais frequência do que muitas organizações imaginam. Estudos sobre experiência do colaborador desenvolvidos pela Gallup mostram que uma parcela significativa das pessoas não consegue identificar claramente o valor total dos benefícios que recebe. Não porque eles não importam, mas porque não são bem explicados, lembrados ou contextualizados.

Nesse contexto, ter benefícios ou não tê-los começa a parecer a mesma coisa.

O erro mais comum: presumir que “se existe, está claro”

Muitas empresas acreditam que comunicar benefícios é uma tarefa simples: enviar um e-mail, disponibilizar um documento na intranet ou mencioná-los durante o onboarding. Com isso, o assunto estaria resolvido.

O problema é que informar não é o mesmo que ensinar.

Um benefício pode ser corretamente divulgado e, ainda assim, não ser entendido. Pode constar em todos os canais formais e, mesmo assim, não fazer parte da conversa cotidiana das equipes. Quando a comunicação se limita a um momento pontual, a mensagem se perde rapidamente.

A consequência é clara: benefícios que ninguém pergunta, ninguém usa e ninguém defende.

Por que a má comunicação impacta mais do que a ausência de benefícios

Não ter um benefício gera uma expectativa clara, pois ele não existe. Diferentemente, ter um benefício, mas não entendê-lo, gera algo mais complexo: frustração silenciosa.

Quando a comunicação é confusa — ou simplesmente inexistente — surgem comparações desnecessárias, dúvidas sobre a quem o benefício se aplica ou percepções de injustiça (“outros têm, eu não”). Essas sensações nem sempre são expressas de forma direta, mas se acumulam e acabam afetando o clima organizacional.

Diversos relatórios da Deloitte sobre experiência do colaborador alertam para essa lacuna entre o que a empresa oferece e o que os funcionários sabem que recebem. Em muitos casos, a falta de comunicação é o fator que transforma um bom benefício em uma fonte de desgaste.

Benefícios complexos, mensagens simples: uma dívida pendente

Muitos benefícios têm impacto real na vida das pessoas, mas são comunicados com uma linguagem pouco assertiva. Termos técnicos, explicações longas ou mensagens genéricas fazem com que o valor se perca no caminho.

Benefícios relacionados à educação, apoio familiar, reconhecimento ou bem-estar financeiro costumam ser altamente valorizados quando são compreendidos — mas perdem força quando não são traduzidos para o dia a dia do colaborador.

O desafio não é simplificar o benefício, mas simplificar a mensagem:

  • qual problema o benefício resolve?
  • quando utilizá-lo?
  • por que e como ele pode fazer uma diferença concreta?

Quando isso não acontece, até as melhores iniciativas acabam subutilizadas.

 

líder comunicando seu time sobre algo.

 

 

O papel da liderança (não apenas do RH)

A comunicação dos benefícios não é responsabilidade exclusiva da área de Recursos Humanos. As lideranças desempenham um papel fundamental como tradutoras da mensagem.

Quando um líder direto não entende bem um benefício, dificilmente conseguirá explicá-lo ou recomendá-lo. E quando isso acontece, o benefício perde força diante da equipe.

Pesquisas da PwC sobre confiança organizacional mostram que as pessoas tendem a confiar mais nas informações que recebem de seus líderes do que dos canais institucionais. Por isso, quando a liderança não está alinhada, a comunicação se fragmenta e o impacto se dilui.

Boas práticas para comunicar benefícios sem gerar frustração

As organizações que conseguem fazer com que seus benefícios sejam valorizados costumam compartilhar algumas práticas essenciais:

  • Repetir a mensagem em diferentes momentos do ano, sem excesso.
  • Utilizar exemplos concretos e situações reais.
  • Segmentar a comunicação de acordo com etapas de vida e necessidades.
  • Aproveitar momentos-chave além do onboarding.
  • Ouvir: mapear dúvidas frequentes, nível de uso e percepção real.

Comunicar benefícios não é uma ação pontual, mas um processo contínuo. Quanto mais clara e próxima é essa comunicação, maior é o impacto.

Como a Pluxee ajuda a fazer com que os benefícios sejam compreendidos, utilizados e valorizados

Hoje, um dos grandes desafios não é adicionar mais benefícios, mas garantir que os existentes sejam simples, coerentes e fáceis de usar. Quando cada benefício funciona de um jeito diferente e é comunicado de forma isolada, a experiência se fragmenta e o valor se perde.

A proposta da Pluxee é justamente reduzir essa complexidade. Em vez de soluções desconectadas, oferece um ecossistema extenso de benefícios corporativos em um único lugar, onde diferentes necessidades convivem sob a mesma lógica. Para empresas, isso significa uma gestão mais simples e organizada, com menos atrito operacional. Para colaboradores, se resume em benefícios fáceis de entender, usar e valorizar.

Benefícios como o Pluxee Alimentação, que ajuda a cobrir os gastos diários com refeições; o Pluxee Combustível, pensado para ajudar com determinadas despesas automotivas durante o ano; ou o Pluxee Gift, voltado para reconhecimentos, celebrações ou premiações por resultados, integram-se de forma natural à experiência cotidiana. Não exigem longas explicações nem interpretações complexas: o valor fica claro desde o primeiro uso.

Quando um benefício é claro e fácil de usar, ele deixa de ser um custo e passa a ser um investimento que gera valor real.

Comunicar melhor também é cuidar do investimento

Do ponto de vista financeiro, um benefício mal comunicado é um investimento subutilizado. Do ponto de vista das pessoas, é uma oportunidade perdida.

Hoje, o desafio das empresas não está apenas em ter uma boa proposta de benefícios, mas em garantir que essa proposta seja vivenciada como tal. Porque, no contexto atual do trabalho, um benefício mal comunicado não é neutro: ele pode gerar distanciamento, desgaste e frustração.

Comunicar melhor não é dizer mais; é dizer melhor.

E essa decisão, longe de ser apenas operacional, é profundamente estratégica.

Na prática

  • Benefícios que não são bem comunicados acabam não sendo usados, o que transforma um investimento em custo sem retorno.
  • Informar não é o mesmo que ensinar: sem contexto, exemplos e recorrência, os benefícios não se integram à experiência do colaborador.
  • A falta de clareza gera frustração silenciosa, comparações internas e percepção de injustiça, impactando o clima organizacional.
  • A comunicação de benefícios é responsabilidade compartilhada entre RH e liderança, já que as pessoas confiam mais em mensagens vindas dos gestores diretos.
  • Benefícios simples, integrados e fáceis de usar, como os da Pluxee, facilitam a compreensão e aumentam o valor percebido.