Impacto no consumo: como o comportamento no trabalho influencia escolhas fora dele?

Foto mostra três colegas de trabalho tirando uma selfie no escritório

De quais formas as mudanças nos hábitos dos profissionais impactam as escolhas do dia a dia e o que isso significa para os estabelecimentos.

O mundo do trabalho mudou. As pessoas mudaram. E, junto com elas, mudaram também seus hábitos de consumo, suas prioridades e a forma como se relacionam com marcas e estabelecimentos. Para entender esse cenário em profundidade, a Pluxee, em parceria com a Ipsos, conduziu o estudo Pilares de Engajamento do Trabalhador, que ouviu 8,7 mil pessoas em 10 países, incluindo um recorte detalhado sobre o Brasil.

O estudo revela diferentes perfis, novas expectativas em relação ao trabalho e ao bem-estar e, principalmente, uma descoberta essencial para estabelecimentos: o comportamento profissional influencia diretamente como as pessoas consomem.

Neste artigo, exploramos o que caracteriza esse novo trabalhador brasileiro, como esses hábitos se refletem nas compras do dia a dia e o que estabelecimentos podem fazer para acolher melhor esse consumidor em transformação.

Vamos juntos? Neste artigo você vai ver:

Quem é o novo trabalhador brasileiro?

Segundo o estudo Pilares de Engajamento do Trabalhador, o trabalhador brasileiro vive um momento de mudança profunda. Ele é mais consciente do que deseja, busca equilíbrio entre vida pessoal e profissional e valoriza experiências autênticas.

Alguns dados ajudam a entender esse perfil:

  • O trabalhador brasileiro está mais otimista em relação ao futuro, mesmo diante de desafios econômicos e sociais;
  • 57% priorizam a vida pessoal sobre o trabalho, o que mostra uma mudança clara de prioridades;
  • A motivação para trabalhar é majoritariamente funcional, mas fatores como ambiente, relações e cuidado influenciam fortemente sua satisfação;
  • Três pilares se destacam como essenciais: reconhecimento, cuidado e autonomia.

Essas características impactam não apenas o engajamento no ambiente corporativo, mas também o modo como esse trabalhador se comporta como consumidor.

Os 8 perfis que moldam comportamentos dentro e fora do trabalho

O estudo identifica oito perfis de trabalhadores, cada um com características próprias que influenciam tanto a forma de trabalhar quanto suas decisões de consumo. 

São eles:

  • Forasteiros: priorizam a vida pessoal e fazem escolhas práticas e rápidas como consumidores.
  • Guardiões do Propósito: valorizam marcas com impacto social e ambiental.
  • Funcionais: focam no essencial e tendem a buscar preços acessíveis e conveniência.
  • Coletivistas: preferem estabelecimentos alinhados a causas e comunidades.
  • Workaholics: consomem buscando praticidade, rapidez e economia de tempo.
  • Envolvidos: buscam equilíbrio, valorizam boas experiências e atendimento humano.
  • Normativistas: preferem marcas confiáveis, organizadas e com boa reputação.
  • Totalmente Engajados: valorizam experiências completas e são influenciados pela comunidade.

Para estabelecimentos, esse mapa comportamental é ouro: cada perfil revela prioridades, motivações e comportamentos que afetam diretamente a decisão de compra.

Como o comportamento no trabalho influencia o consumo?

O trabalhador não deixa de ser consumidor quando encerra o expediente. Seus valores, desafios e motivações o acompanham ao supermercado, ao restaurante, à farmácia, ao delivery e a qualquer experiência de compra.

Veja como esses universos se conectam!

O trabalhador busca mais equilíbrio, o que se reflete diretamente no consumo

Como mais da metade dos trabalhadores prioriza a vida pessoal, suas escolhas fora do trabalho valorizam:

  • Praticidade;
  • Qualidade de vida;
  • Tempo bem utilizado;
  • Experiências que aliviam a rotina.

Isso faz com que estabelecimentos que oferecem rapidez, clareza e conveniência tenham vantagem competitiva.

Reconhecimento, cuidado e autonomia moldam expectativas de atendimento

Se reconhecimento é o principal driver de realização no trabalho, não é diferente no consumo.

O trabalhador-consumidor valoriza:

  • Atendimento humano;
  • Experiências personalizadas;
  • Marcas que o enxergam;
  • Sensação de ser bem tratado.

Do mesmo modo, cuidado e autonomia se traduzem em:

  • Ambientes acolhedores;
  • Liberdade de escolha;
  • Variedade;
  • Opções de pagamento flexíveis.

Humor e estabilidade financeira influenciam frequência e ticket médio

O estudo mostra que o brasileiro está otimista, mas atento ao cenário econômico. Isso significa:

  • Maior busca por economia;
  • Decisões mais criteriosas;
  • Preferência por vantagens reais;
  • Fidelização quando há relação de confiança.

O preço importa, mas experiências que geram valor emocional importam ainda mais.

Engajamento comunitário aumenta a busca por marcas alinhadas a valores

Perfis com maior engajamento comunitário (como Coletivistas e Totalmente Engajados) tendem a consumir de estabelecimentos que:

  • Apoiam causas;
  • Valorizam produtores locais;
  • Praticam sustentabilidade;
  • Têm posicionamento claro.

Ou seja, propósito também vende.

O que tudo isso significa para estabelecimentos?

O novo trabalhador brasileiro é um consumidor atento, conectado e seletivo. E isso representa oportunidades reais.

Aqui estão algumas diretrizes práticas:

1. Ofereça conveniência acima de tudo

Rapidez, fila curta, cardápio claro, checkout fácil, meios de pagamento diversos.

O consumidor trabalhador quer otimizar o tempo, especialmente nos intervalos curtos do dia.

2. Valorize a experiência, mesmo a mais simples

Pequenos detalhes como acolhimento, sorriso, organização e ambientação contam (e muito!).

3. Dê liberdade de escolha

Opções variadas, combinações flexíveis, pratos adaptáveis, diferentes faixas de preço. Autonomia é pilar do estudo (e também do consumo).

4. Mostre o seu propósito de forma prática

Apoie causas locais, tenha práticas sustentáveis consistentes, comunique impacto de modo transparente. Perfis mais engajados valorizam marcas responsáveis.

5. Construa confiança

Para muitos perfis, a confiança pesa tanto quanto o preço. Cumprir o que promete, manter qualidade, ser transparente e respeitar o consumidor são diferenciais.

A relação com benefícios: por que isso importa para estabelecimentos?

O vale-refeição e o vale-alimentação fazem parte da rotina de milhões de trabalhadores. E, para estabelecimentos, compreender o comportamento desse público é essencial para:

  • Ajustar ofertas;
  • Planejar cardápios e produtos;
  • Antecipar demandas;
  • Aprimorar atendimento;
  • Fortalecer relacionamento com clientes que utilizam benefícios.

Quando o estabelecimento entende quem é o trabalhador de hoje, ele:

  • Melhora a sua experiência;
  • Aumenta o retorno;
  • Fideliza públicos diversos;
  • Se diferencia com consistência.

O estudo mostra que trabalhar bem esse relacionamento é caminho direto para aumentar o fluxo, ticket médio e recorrência.

Conclusão: o novo trabalhador é também um novo consumidor

O trabalhador brasileiro de hoje pensa diferente, age diferente e consome diferente. Ele busca equilíbrio, propósito, autonomia, acolhimento e experiências que façam sentido.

Para estabelecimentoscomerciais, isso significa uma oportunidade rica: entender comportamentos para criar conexões mais fortes, relevantes e humanas.

O estudo Pilares de Engajamento do Trabalhador é uma bússola para essa jornada. Ele mostra que, quando conhecemos as pessoas de verdade (seus perfis, suas prioridades, e seus desafios)  conseguimos oferecer algo que vai além da compra: oferecemos experiência, confiança e presença no dia a dia.

Na prática

  • Comportamento profissional influencia consumo — valores e motivações do trabalho acompanham as escolhas fora do expediente.
  • Novo trabalhador busca equilíbrio e propósito — 57% priorizam a vida pessoal; reconhecimento, cuidado e autonomia são pilares.
  • Oito perfis orientam segmentação — perfis como Funcionais, Coletivistas e Workaholics revelam preferências distintas.
  • Experiência, conveniência e confiança são decisivas — rapidez, atendimento humano, personalização e transparência aumentam a fidelidade.
  • Oportunidade para estabelecimentos — ajustar oferta, canais e comunicação de propósito para elevar fluxo, ticket médio e recorrência.

E é exatamente isso que transforma consumo em relacionamento.Quer saber mais? Acesse o estudo completo Pilares de Engajamento do Trabalhador. Até a próxima!