Impacto no consumo: como o comportamento no trabalho influencia escolhas fora dele?
8 Janeiro 2026
De quais formas as mudanças nos hábitos dos profissionais impactam as escolhas do dia a dia e o que isso significa para os estabelecimentos.
O mundo do trabalho mudou. As pessoas mudaram. E, junto com elas, mudaram também seus hábitos de consumo, suas prioridades e a forma como se relacionam com marcas e estabelecimentos. Para entender esse cenário em profundidade, a Pluxee, em parceria com a Ipsos, conduziu o estudo Pilares de Engajamento do Trabalhador, que ouviu 8,7 mil pessoas em 10 países, incluindo um recorte detalhado sobre o Brasil.
O estudo revela diferentes perfis, novas expectativas em relação ao trabalho e ao bem-estar e, principalmente, uma descoberta essencial para estabelecimentos: o comportamento profissional influencia diretamente como as pessoas consomem.
Neste artigo, exploramos o que caracteriza esse novo trabalhador brasileiro, como esses hábitos se refletem nas compras do dia a dia e o que estabelecimentos podem fazer para acolher melhor esse consumidor em transformação.
Vamos juntos? Neste artigo você vai ver:
Quem é o novo trabalhador brasileiro?
Segundo o estudo Pilares de Engajamento do Trabalhador, o trabalhador brasileiro vive um momento de mudança profunda. Ele é mais consciente do que deseja, busca equilíbrio entre vida pessoal e profissional e valoriza experiências autênticas.
Alguns dados ajudam a entender esse perfil:
- O trabalhador brasileiro está mais otimista em relação ao futuro, mesmo diante de desafios econômicos e sociais;
- 57% priorizam a vida pessoal sobre o trabalho, o que mostra uma mudança clara de prioridades;
- A motivação para trabalhar é majoritariamente funcional, mas fatores como ambiente, relações e cuidado influenciam fortemente sua satisfação;
- Três pilares se destacam como essenciais: reconhecimento, cuidado e autonomia.
Essas características impactam não apenas o engajamento no ambiente corporativo, mas também o modo como esse trabalhador se comporta como consumidor.
Os 8 perfis que moldam comportamentos dentro e fora do trabalho
O estudo identifica oito perfis de trabalhadores, cada um com características próprias que influenciam tanto a forma de trabalhar quanto suas decisões de consumo.
São eles:
- Forasteiros: priorizam a vida pessoal e fazem escolhas práticas e rápidas como consumidores.
- Guardiões do Propósito: valorizam marcas com impacto social e ambiental.
- Funcionais: focam no essencial e tendem a buscar preços acessíveis e conveniência.
- Coletivistas: preferem estabelecimentos alinhados a causas e comunidades.
- Workaholics: consomem buscando praticidade, rapidez e economia de tempo.
- Envolvidos: buscam equilíbrio, valorizam boas experiências e atendimento humano.
- Normativistas: preferem marcas confiáveis, organizadas e com boa reputação.
- Totalmente Engajados: valorizam experiências completas e são influenciados pela comunidade.
Para estabelecimentos, esse mapa comportamental é ouro: cada perfil revela prioridades, motivações e comportamentos que afetam diretamente a decisão de compra.
Como o comportamento no trabalho influencia o consumo?
O trabalhador não deixa de ser consumidor quando encerra o expediente. Seus valores, desafios e motivações o acompanham ao supermercado, ao restaurante, à farmácia, ao delivery e a qualquer experiência de compra.
Veja como esses universos se conectam!
O trabalhador busca mais equilíbrio, o que se reflete diretamente no consumo
Como mais da metade dos trabalhadores prioriza a vida pessoal, suas escolhas fora do trabalho valorizam:
- Praticidade;
- Qualidade de vida;
- Tempo bem utilizado;
- Experiências que aliviam a rotina.
Isso faz com que estabelecimentos que oferecem rapidez, clareza e conveniência tenham vantagem competitiva.
Reconhecimento, cuidado e autonomia moldam expectativas de atendimento
Se reconhecimento é o principal driver de realização no trabalho, não é diferente no consumo.
O trabalhador-consumidor valoriza:
- Atendimento humano;
- Experiências personalizadas;
- Marcas que o enxergam;
- Sensação de ser bem tratado.
Do mesmo modo, cuidado e autonomia se traduzem em:
- Ambientes acolhedores;
- Liberdade de escolha;
- Variedade;
- Opções de pagamento flexíveis.
Humor e estabilidade financeira influenciam frequência e ticket médio
O estudo mostra que o brasileiro está otimista, mas atento ao cenário econômico. Isso significa:
- Maior busca por economia;
- Decisões mais criteriosas;
- Preferência por vantagens reais;
- Fidelização quando há relação de confiança.
O preço importa, mas experiências que geram valor emocional importam ainda mais.
Engajamento comunitário aumenta a busca por marcas alinhadas a valores
Perfis com maior engajamento comunitário (como Coletivistas e Totalmente Engajados) tendem a consumir de estabelecimentos que:
- Apoiam causas;
- Valorizam produtores locais;
- Praticam sustentabilidade;
- Têm posicionamento claro.
Ou seja, propósito também vende.
O que tudo isso significa para estabelecimentos?
O novo trabalhador brasileiro é um consumidor atento, conectado e seletivo. E isso representa oportunidades reais.
Aqui estão algumas diretrizes práticas:
1. Ofereça conveniência acima de tudo
Rapidez, fila curta, cardápio claro, checkout fácil, meios de pagamento diversos.
O consumidor trabalhador quer otimizar o tempo, especialmente nos intervalos curtos do dia.
2. Valorize a experiência, mesmo a mais simples
Pequenos detalhes como acolhimento, sorriso, organização e ambientação contam (e muito!).
3. Dê liberdade de escolha
Opções variadas, combinações flexíveis, pratos adaptáveis, diferentes faixas de preço. Autonomia é pilar do estudo (e também do consumo).
4. Mostre o seu propósito de forma prática
Apoie causas locais, tenha práticas sustentáveis consistentes, comunique impacto de modo transparente. Perfis mais engajados valorizam marcas responsáveis.
5. Construa confiança
Para muitos perfis, a confiança pesa tanto quanto o preço. Cumprir o que promete, manter qualidade, ser transparente e respeitar o consumidor são diferenciais.
A relação com benefícios: por que isso importa para estabelecimentos?
O vale-refeição e o vale-alimentação fazem parte da rotina de milhões de trabalhadores. E, para estabelecimentos, compreender o comportamento desse público é essencial para:
- Ajustar ofertas;
- Planejar cardápios e produtos;
- Antecipar demandas;
- Aprimorar atendimento;
- Fortalecer relacionamento com clientes que utilizam benefícios.
Quando o estabelecimento entende quem é o trabalhador de hoje, ele:
- Melhora a sua experiência;
- Aumenta o retorno;
- Fideliza públicos diversos;
- Se diferencia com consistência.
O estudo mostra que trabalhar bem esse relacionamento é caminho direto para aumentar o fluxo, ticket médio e recorrência.
Conclusão: o novo trabalhador é também um novo consumidor
O trabalhador brasileiro de hoje pensa diferente, age diferente e consome diferente. Ele busca equilíbrio, propósito, autonomia, acolhimento e experiências que façam sentido.
Para estabelecimentoscomerciais, isso significa uma oportunidade rica: entender comportamentos para criar conexões mais fortes, relevantes e humanas.
O estudo Pilares de Engajamento do Trabalhador é uma bússola para essa jornada. Ele mostra que, quando conhecemos as pessoas de verdade (seus perfis, suas prioridades, e seus desafios) conseguimos oferecer algo que vai além da compra: oferecemos experiência, confiança e presença no dia a dia.
Na prática
- Comportamento profissional influencia consumo — valores e motivações do trabalho acompanham as escolhas fora do expediente.
- Novo trabalhador busca equilíbrio e propósito — 57% priorizam a vida pessoal; reconhecimento, cuidado e autonomia são pilares.
- Oito perfis orientam segmentação — perfis como Funcionais, Coletivistas e Workaholics revelam preferências distintas.
- Experiência, conveniência e confiança são decisivas — rapidez, atendimento humano, personalização e transparência aumentam a fidelidade.
- Oportunidade para estabelecimentos — ajustar oferta, canais e comunicação de propósito para elevar fluxo, ticket médio e recorrência.
E é exatamente isso que transforma consumo em relacionamento.Quer saber mais? Acesse o estudo completo Pilares de Engajamento do Trabalhador. Até a próxima!