Pacote de remuneração: como estruturar salário e benefícios de forma estratégica e sustentável
Entenda como equilibrar salário, benefícios e incentivos para atrair, engajar e reter talentos sem comprometer o orçamento da empresa
Nos últimos anos, o modo como as empresas estruturam suas políticas de compensação mudou de maneira definitiva e, hoje, profissionais consideram o pacote total de compensação tão importante quanto o salário. Esse movimento impacta diretamente as decisões de carreira, a atratividade das vagas e a permanência dos colaboradores, especialmente em mercados competitivos e com escassez de talentos.
Essa mudança faz com que o pacote de remuneração torna-se um elemento estratégico da gestão de pessoas, deixando de ser apenas um conjunto de pagamentos e passa a refletir a cultura organizacional, a maturidade do RH e a capacidade de planejamento financeiro da empresa.
Para compreender como estruturar esse pacote de forma eficiente, é importante entender seus conceitos, componentes e aplicações práticas, temas que o blog da Pluxee vai explorar neste post.
O que é pacote de remuneração?
Também conhecido pelo termo “pacote de compensation”, ele é o conjunto de recompensas financeiras e não financeiras oferecidas ao colaborador em troca de seu trabalho, desempenho e contribuição para os resultados da empresa. Vai além do salário mensal e inclui benefícios, incentivos, bônus e programas de reconhecimento.
Segundo o Guia Salarial Robert Half Brasil 2026, a maioria dos profissionais afirma que os benefícios são de grande importância ao avaliar uma proposta de emprego e, em alguns casos, até mais que o salário.
Isso demonstra que decisões de carreira estão vinculadas à percepção do valor total da oferta, e não apenas ao valor fixo pago mensalmente.
Como se estrutura a composição salarial?
A composição salarial representa a base do pacote, e envolve a definição do salário fixo de acordo com cargo, senioridade, responsabilidades e práticas de mercado. Esse valor precisa ser competitivo externamente e equilibrado internamente, evitando distorções entre funções similares.
Dados do IBGE mostram variações significativas de remuneração entre setores, regiões e portes de empresa, o que reforça a necessidade de análises comparativas frequentes.
Para RHs e gestores, políticas salariais bem definidas reduzem conflitos, fortalecem a percepção de justiça e facilitam decisões futuras de promoção e movimentação interna.
Qual a diferença entre remuneração direta e indireta?
A remuneração direta corresponde aos valores financeiros pagos ao colaborador, como salário fixo, adicionais legais, horas extras, comissões e bônus por desempenho. Ela é facilmente mensurável e impacta diretamente a folha de pagamento e os encargos trabalhistas da empresa.
Já a remuneração indireta envolve os benefícios e incentivos que não são pagos em dinheiro, mas que complementam a experiência do colaborador, como vale-alimentação, vale-refeição, planos de saúde, seguros, auxílios diversos e políticas de flexibilidade.
E, embora não componham o salário nominal, esses elementos influenciam fortemente a percepção de valor da proposta, o engajamento e a satisfação no trabalho. Quando bem estruturada, a combinação entre remuneração direta e indireta permite equilibrar competitividade, controle de custos e atratividade para diferentes perfis de profissionais.
Quando utilizar remuneração variável
O pacote de benefícios e remuneração variável é indicado quando a empresa possui metas bem definidas, indicadores mensuráveis e capacidade de acompanhar resultados. Ele é especialmente eficaz para funções comerciais, lideranças e equipes diretamente ligadas ao desempenho do negócio.
O Guia Salarial Robert Half 2026 aponta que 60% dos profissionais atuais veem o potencial de recebimento de bônus como uma parte fundamental do pacote de remuneração total.
Nesse processo, a transparência é fundamental: estabeleça regras documentadas, metas mensuráveis e comunicação contínua. Sem esses requisitos, o modelo perde credibilidade e pode gerar frustração.
Como equilibrar salário e benefícios?
O equilíbrio entre salário e benefícios é um desafio central, especialmente para pequenas e médias empresas. Muitas vezes, não é viável competir apenas pelo salário, mas é possível estruturar benefícios alinhados ao perfil do time e às necessidades reais dos colaboradores.
Indicadores de mercado demonstram que empresas com políticas consistentes de benefícios apresentam taxas de rotatividade significativamente menores, reduzindo custos com desligamentos e novas contratações.
Aqui, contexto e desafio financeiro se cruzam: gestores precisam reconhecer a relevância estratégica do pacote e, ao mesmo tempo, manter controle rigoroso de custos e previsibilidade orçamentária.
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Pacote de remuneração e psicologia organizacional
A psicologia organizacional ajuda a compreender como os colaboradores percebem justiça, reconhecimento e valor dentro da empresa. Um pacote mal comunicado ou percebido como incoerente pode gerar desmotivação, mesmo quando os valores são competitivos.
Teorias motivacionais demonstram que reconhecimento, segurança e possibilidade de desenvolvimento influenciam diretamente o engajamento. Por isso, políticas de compensação devem considerar aspectos emocionais e comportamentais, não apenas financeiros.
O bem-estar corporativo tornou-se parte central das políticas de remuneração ampliada. Dados da pesquisa People at Work 2024: A Global Workforce View, do ADP Research Institute, demonstram que metade dos trabalhadores em todo o mundo relatam que sofrem estresse no trabalho, e aproximadamente 15% sofrem com um alto nível de estresse no trabalho todos os dias.
Esse diagnóstico evidencia impactos menos visíveis na gestão de pessoas, como queda de produtividade, aumento de afastamentos e absenteísmo.
Na prática, programas de saúde mental, apoio psicológico, incentivo à atividade física, flexibilização de jornada e benefícios voltados à qualidade de vida ajudam a mitigar esses riscos e fortalecem o vínculo entre colaborador e empresa.
Como os benefícios se comparam em custo e percepção?
Antes de decidir quais benefícios priorizar, é fundamental analisar custo para a empresa X valor percebido pelo colaborador. A tabela abaixo ajuda nessa avaliação:
|
Tipo de benefício |
Percepção do colaborador |
|---|---|
|
Vale-alimentação/refeição |
Alta |
|
Plano de saúde |
Muito alta |
|
Seguro de vida |
Média |
|
Flexibilidade de jornada |
Alta |
|
Programas de saúde mental |
Alta |
|
Remuneração variável |
Alta |
Essa análise facilita decisões mais racionais e alinhadas à estratégia do negócio. É importante, contudo, que você faça uma pesquisa interna com seus colaboradores para ter uma visão mais direta do que eles buscam. Assim, sua empresa é mais assertiva na escolha dos benefícios a serem oferecidos.
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Por que remuneração e benefícios geram vantagem competitiva?
Políticas bem estruturadas de remuneração e benefícios fortalecem a marca empregadora, aumentam o engajamento e tornam a empresa mais atrativa no mercado. Para PMEs, esse fator pode ser decisivo na retenção de profissionais qualificados.
Além disso, soluções integradas de gestão permitem centralizar benefícios, otimizar processos e garantir conformidade legal, ampliando o controle do RH sobre custos e indicadores.
Quais recomendações práticas ajudam a estruturar um bom pacote?
- Analise o perfil demográfico e as prioridades do time;
- Priorize benefícios de alta percepção e custo controlado;
- Use benchmarks de mercado confiáveis;
- Integre remuneração fixa, variável e benefícios de forma coerente;
- Monitore indicadores como turnover, absenteísmo e engajamento;
Mais do que aumentar investimentos, o essencial é otimizar a alocação de recursos.
Conclusão
Um pacote de remuneração eficiente vai muito além do salário: ele articula estratégia, cultura organizacional, gestão financeira e experiência do colaborador.
Para RHs e gestores de pequenas e médias empresas, estruturar esse pacote de forma consciente é uma decisão que impacta diretamente resultados, clima organizacional e sustentabilidade do negócio no longo prazo.
Na prática
- Pacotes de remuneração devem considerar valor percebido, não apenas custo financeiro;
- Benefícios bem escolhidos aumentam engajamento e reduzem a rotatividade;
- Remuneração variável exige métricas claras e comunicação contínua;
- Bem-estar corporativo é um fator estratégico, não acessório.
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