O que colaboradores avaliam ao decidir ficar ou sair de uma empresa?
Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e dinâmico, entender o que realmente pesa na decisão de um colaborador em permanecer ou deixar uma empresa é fundamental para as estratégias de retenção de talentos.
A rotatividade não representa apenas a perda de capital humano, mas também gera um impacto econômico significativo: nos Estados Unidos, o custo anual dos pedidos de demissão chega a US$ 2,9 trilhões, considerando despesas com recrutamento, treinamento e perda de produtividade.
Por isso, a Pluxee levantou 7 pontos que colaboradores realmente levam em conta ao decidir ficar ou não em uma empresa para que você melhore os seus índices de retenção de funcionários. Confira!
1. Remuneração total e benefícios competitivos
Embora o salário continue sendo um fator importante — especialmente em mercados onde a remuneração funciona como base de comparação entre oportunidades — hoje os colaboradores avaliam o valor total da compensação, incluindo benefícios flexíveis, incentivos e reconhecimento.
Em pesquisas recentes, 41% dos colaboradores afirmaram que o engajamento e a cultura organizacional, incluindo o reconhecimento corporativo, são aspectos que melhorariam seu ambiente de trabalho, enquanto 28% apontaram salário e benefícios como fatores decisivos.
Além disso, benefícios que aumentam a satisfação de forma integral, como programas de bem-estar, saúde e desenvolvimento, estão diretamente relacionados a maiores níveis de retenção e produtividade.
2. Cultura organizacional e senso de pertencimento
A cultura organizacional tornou-se um fator central. O estudo global State of the Global Workplace mostrou que apenas 21% dos colaboradores estão altamente engajados em seu trabalho, o que tem influência direta na permanência deles nas empresas.
Por isso, é fundamental entender que equipes que se sentem conectadas aos valores da empresa e percebem que suas contribuições são reconhecidas têm maior probabilidade de permanecer no trabalho, reduzindo a evasão de talentos.
Nesse contexto, os benefícios corporativos tornam-se cruciais ao pensar a cultura organizacional, incluindo soluções como vale-alimentação, gift cards, vale-combustível, e outros.
3. Flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional
A flexibilidade ganhou protagonismo: estudos globais recentes mostram que a flexibilidade no trabalho pode aumentar taxas de retenção em até 25%.
Em paralelo, uma pesquisa internacional com milhares de profissionais indicou que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional superou o salário como prioridade para 83% dos trabalhadores, evidenciando que as novas expectativas estão mais ligadas à qualidade de vida do que ao valor registrado em contrato.
4. Oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem
O crescimento profissional é outro fator decisivo. Uma pesquisa apontou que 94% dos colaboradores ficariam mais tempo em seus empregos se a empresa onde trabalham investisse no desenvolvimento a longo prazo de profissionais. Hoje, equipes não buscam apenas estabilidade: elas querem sentir a evolução de carreira dentro da organização.
5. Reconhecimento e liderança eficaz
A liderança influencia diretamente a percepção de valor. O reconhecimento estratégico pode reduzir a probabilidade de desligamento voluntário em até 45% ao longo de dois anos. Líderes que oferecem feedback de qualidade, reconhecem conquistas e acompanham o desenvolvimento das pessoas geram maior lealdade e engajamento.
6. Experiência do colaborador e engajamento
A experiência do colaborador continua sendo um diferencial. A falta de engajamento não apenas facilita a saída de talentos, como também impacta a produtividade geral: estima-se que o baixo engajamento dos colaboradores tenha custado à economia global cerca de US$ 438 bilhões em produtividade perdida.
7. Métricas que importam: retenção e rotatividade
Para acompanhar esses processos de forma eficaz, a área de RH utiliza indicadores como:
- Taxa de retenção: porcentagem de colaboradores que permanecem na empresa. Um bom índice costuma estar acima de 90%.
- Índice de rotatividade: porcentagem de colaboradores que deixam a organização em determinado período. Valores abaixo de 10% ao ano são geralmente considerados saudáveis, embora variem conforme o setor e o tipo de indústria.
Esses indicadores ajudam a diagnosticar se a empresa está atendendo às expectativas do time e quais áreas exigem intervenção estratégica.
O que isso significa para as empresas hoje?
A decisão de ficar ou sair já não se resume ao salário. Os colaboradores de hoje priorizam uma experiência de trabalho completa: cultura, propósito, oportunidades de crescimento, reconhecimento e qualidade de vida.
Organizações que conseguem alinhar esses fatores a uma proposta de valor clara e autêntica não apenas retêm talentos, mas também os fortalecem como motores de produtividade e competitividade.
O olhar da Pluxee
Na Pluxee, acreditamos que a retenção de talentos se constrói por meio de uma estratégia de benefícios centrada nas pessoas. Não basta oferecer “benefícios” de forma isolada; é preciso criar experiências que respondam às expectativas reais dos colaboradores.
Investir em bem-estar, flexibilidade, desenvolvimento profissional e reconhecimento não é apenas uma boa prática de RH — é uma decisão estratégica que impulsiona o crescimento sustentável das empresas.
Os colaboradores valorizam quando sentem que a empresa os enxerga, os escuta e lhes dá espaço para crescer. Esse é o diferencial que as organizações precisam cultivar hoje para construir relações de trabalho duradouras.
Na prática
- A decisão de permanência vai além do salário e considera a remuneração total, incluindo benefícios, reconhecimento e bem-estar.
- Cultura organizacional, senso de pertencimento e liderança eficaz são fatores-chave para engajamento e retenção de talentos.
- Flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional já superam o salário como prioridade para a maioria dos trabalhadores.
- Oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem contínua aumentam significativamente a intenção de permanência na empresa.
- Monitorar taxas de retenção e rotatividade ajuda o RH a identificar riscos e ajustar estratégias de forma mais assertiva.