PluxeeCast 17: Integridade é estratégia e gera valor para a marca
Entenda como o compliance moderno se consolidou como uma cultura de integridade que guia o comportamento humano e blinda a reputação das empresas
No episódio 17 do PluxeeCast, Paula Mader, diretora de compliance da Nestlé, e Carla Valente, gerente de compliance regulatório, PLD e privacidade na Pluxee Brasil, desmistificam a ideia de que o compliance é um "departamento de proibição". E revelaram ainda como ele se tornou um motor de sustentabilidade e confiança para grandes marcas.
O que constitui o compliance hoje?
Esqueça a visão antiga de apenas "seguir cartilhas". Segundo as especialistas, o compliance passou por uma evolução essencial: deixou de ser meramente o cumprimento de leis e políticas para se tornar uma cultura de integridade.
Isso significa que o foco agora é o comportamento humano e as relações. É entender como cada atitude impacta a organização e a tomada de decisão. Na prática, o compliance deve ser visto como um "amigo" do negócio, ajudando a empresa a navegar por riscos sem travar o crescimento.
O papel estratégico: de auditoria para consultoria
Para a Paula, o grande desafio na Nestlé, com seus 18 mil empregados e milhares de fornecedores, é ser um parceiro consultivo. O pêndulo mudou desde a Lei Anticorrupção de 2013: se antes o foco era fiscalizar o erro, hoje é entender a necessidade de cada área para blindar riscos antecipadamente.
Seja analisando licitações em nutrição infantil ou verificando direitos humanos em fazendas de café durante a colheita, o compliance atua onde o risco está, criando planos de ação para melhorar toda a cadeia produtiva.
Inovação sem burocracia
Um dos maiores receios dos gestores é que o compliance "engessa" os processos. Carla Valente destaca que, na Pluxee, o equilíbrio é encontrado através da parceria. O objetivo não é criar controles que ninguém entende, mas envolver os times no estudo dos riscos.
Quando o compliance é chamado no início de um projeto, e não quando o problema já aconteceu, ele atua como um viabilizador. Isso garante que a inovação aconteça de forma ética, protegendo a perenidade e a sustentabilidade da companhia.
Gestão de consequências e confiança
A integridade é inegociável, mas como manter a sinceridade das áreas? As convidadas explicam que a "gestão de consequências" (punições e advertências) deve ser justa e aplicada pelo gestor, e não diretamente pelo compliance.
Casos graves, como assédio sexual ou discriminação, são tratados com rigor máximo. Paula aponta que o aumento de denúncias nesses temas é, na verdade, um sinal de que a cultura está funcionando: os colaboradores confiam na empresa para relatar desvios, sabendo que serão ouvidos com delicadeza e segurança.
O conselho para as empresas
Para organizações que ainda veem o compliance como um custo, o recado é direto: atualizem-se. Ter um programa de integridade, um código de conduta e, principalmente, o exemplo que vem da alta liderança (tone from the top) é o mínimo para sobreviver.
Investir em educação e transparência não é apenas uma obrigação legal, é o que garante que a sua marca continue sendo respeitada daqui a 100 anos.
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Quer entender como a integridade pode impulsionar seus resultados? Ouça agora o PluxeeCast #17 e descubra por que o compliance é a melhor estratégia para o seu negócio.
Link para o episódio no Spotify: https://open.spotify.com/episode/35fjKmyR37IML4ebiTdqsn