PluxeeCast 23: Felicidade no trabalho: por que as relações humanas são o maior preditor de uma vida feliz?

Confira os principais aprendizados do PluxeeCast sobre a atualização da NR-1, o olhar atento aos riscos psicossociais e como o cuidado genuíno impulsiona a produtividade sustentável.

Trabalhar muito nem sempre é sinônimo de produtividade ou resultados. No cenário atual, a busca pela felicidade no trabalho deixou de ser um conceito abstrato para se tornar uma métrica de sobrevivência e eficiência das organizações. 

No episódio #23 do PluxeeCast, Fabiana Galetol, nossa diretora executiva de pessoas e responsabilidade social corporativa e Renata Rivetti, fundadora da Reconnect Happiness at Work, falam sobre o tema.

Confira o episódio completo: 

O impacto da nova NR-1 e os riscos psicossociais

Uma das grandes mudanças discutidas por Fabiana Galetol é a atualização da norma regulamentadora que rege a segurança ocupacional: a NR-1. Embora a norma exista desde 1978, o que há de novo agora é: a inclusão obrigatória dos riscos psicossociais.

Isso significa que a responsabilidade das empresas se expandiu para medir:

  • Ambientes tóxicos que adoecem o trabalhador;
  • Falta de autonomia e relações desgastadas entre pares e gestores;
  • Carga excessiva de trabalho e pressão desmedida.

felicidade no trabalho está diretamente ligada à segurança psicológica. Quando o colaborador sente que pode ser quem é, sem medo de errar ou se posicionar, a inovação e o bem-estar corporativo deixam de ser apenas discurso e viram prática.

Benefícios e o cuidado genuíno

A oferta de benefícios é um dos principais indicadores de que a empresa possui um olhar atento. Amanda Serra destacou dados da pesquisa Retrato do Trabalhador Formal, mostrando que colaboradores que recebem auxílios tendem a recomendar mais a empresa. Itens como o vale-refeição e o vale-transporte não são apenas obrigações: eles representam um cuidado genuíno com as necessidades básicas de quem faz o negócio acontecer.

Além disso, a sensação de "importar" (representada pelo termo em inglês mattering) é uma necessidade humana fundamental. 

Para entender como esses elementos se conectam ao engajamento, vale conferir nosso artigo sobre como os benefícios podem aumentar a retenção de talentos, que aprofunda esse pilar do cuidado.

A ciência da felicidade contra o "teatro da produtividade"

Renata Rivetti, especialista na ciência da felicidade, define a felicidade no trabalho como uma combinação de: alegria, satisfação e significado. Enquanto a alegria é passageira, o significado (ter um propósito) é o que sustenta o engajamento a longo prazo.

Infelizmente, o modelo de trabalho atual muitas vezes empurra os profissionais para o "teatro da produtividade". Isso acontece quando o colaborador finge estar ocupado para cumprir horas, mas não sente realização real. 

Como aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS), a solidão no ambiente corporativo é um ofensor crítico: hoje, uma a cada seis pessoas sofre de solidão, o que impacta diretamente na saúde mental e na produtividade sustentável.

Os perfis de engajamento e o papel do líder

A pesquisa Pilares de Engajamento do Trabalhador desenvolvida pela Pluxee em parceria com a Ipsos revelou oito perfis diferentes de trabalhadores, cada um com motivações distintas. Alguns buscam segurança, outros autonomia ou propósito real.

O papel do líder atual é ser um facilitador: ele deve ter intencionalidade para ouvir o time, reduzir reuniões ineficientes e combater o microgerenciamento. Afinal, a felicidade não virá do tédio ou da apatia, mas de desafios equilibrados com apoio emocional.

A conversa detalhada sobre felicidade no trabalho, saúde mental e os novos desafios da liderança está disponível na íntegra no nosso podcast.

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