PluxeeCast 25: o que os colaboradores esperam dos benefícios corporativos? Saiba aqui!

Descubra como a experiência do funcionário e a flexibilidade moldam o mercado atual

No episódio 25 do PluxeeCast, o podcast que conecta pessoas, ideias e tendências, o debate central girou em torno das transformações profundas na relação entre empresas e talentos. 

Em um bate-papo exclusivo com Cândida Moraes, diretora de RH Latam da HP, ficou evidente que compreender o que os colaboradores esperam dos benefícios tornou-se um fator crítico para a retenção de talentos e para evitar fenômenos complexos, como a demissão silenciosa

Durante a conversa, a apresentadora Amanda Serra, do time de comunicação, trouxe um dado preocupante da consultoria Gallup, apontando que 59% dos profissionais globalmente estão fazendo apenas o mínimo necessário em suas funções. 

Complementando esse cenário, Cândida Moraes destacou os achados do estudo Work Relationship Index, realizado globalmente pela própria HP. Segundo a diretora, a pesquisa revela que 71% das pessoas sentem que a carga de trabalho aumentou, mas não percebem o mesmo nível de apoio por parte da gestão, um reflexo de lideranças que demandam eficiência máxima sem oferecer o suporte necessário. 

Para reverter esse quadro, a cultura corporativa precisa se adaptar urgentemente. É preciso conectar o propósito do negócio com a realidade do dia a dia das equipes. Quando o trabalhador entende o porquê de suas metas e se sente respaldado, o comprometimento surge naturalmente.

O papel da liderança no futuro do trabalho

futuro do trabalho não é uma meta distante; ele já chegou. Segundo Cândida, se manifesta na consolidação do trabalho híbrido, no uso estratégico de ferramentas tecnológicas e na convivência de múltiplas gerações no mesmo espaço corporativo. Contudo, ferramentas tecnológicas sozinhas não transformam uma empresa.

Se a gestão não estiver verdadeiramente comprometida em ser o exemplo, os esforços da área de gestão de pessoas perdem o efeito. Em iniciativas de treinamento, por exemplo, a ausência dos gestores esvazia o significado da ação para o restante do time. 

É a máxima de que o exemplo arrasta: uma liderança engajada é o pilar que sustenta qualquer mudança cultural e estrutural.

Nesse ecossistema dinâmico, o pacote de incentivos oferecido pela empresa atua como um termômetro dessa valorização. De acordo com a entrevistada, os modelos tradicionais e rígidos já não atendem às necessidades de uma força de trabalho plural. Itens básicos e essenciais, como o vale-refeição e o vale-transporte, continuam sendo fundamentais para o suporte diário do trabalhador, mas a forma de gerenciá-los mudou.

Se você quer entender como otimizar esses recursos na sua empresa de acordo com as novas regras do mercado, vale a pena ler nosso artigo sobre como funciona a nova lei do vale-refeição, que detalha a importância da liberdade de escolha para o trabalhador.

A hiperpersonalização e a experiência do trabalhador

Quando analisamos de perto o que os colaboradores esperam dos benefícios, a resposta central gira em torno da flexibilidade e da hiperpersonalização. O que motiva um profissional hoje é a combinação equilibrada entre remuneração justa, propósito claro e, acima de tudo, uma excelente experiência no ambiente corporativo. 

Não adianta oferecer excelentes salários se o ambiente for psicologicamente inseguro ou tóxico.

É por isso que a customização dos pacotes de incentivos tornou-se uma realidade indispensável. Permitir que o talento ajuste suas vantagens de acordo com seu momento de vida, seja priorizando o vale-refeição para os dias de modelo presencial ou direcionando recursos para bem-estar e saúde social, demonstra que a organização realmente pratica a empatia e a escuta ativa.

Os dados e as ferramentas de Inteligência Artificial são grandes aliados para desenhar esses caminhos de carreira e entender o perfil das equipes, mas eles nunca devem substituir o olhar humano. Afinal, a tomada de decisão estratégica depende da interpretação do contexto e do impacto real de cada escolha na vida das pessoas.

Diante de um cenário onde a flexibilidade e o suporte da gestão são os novos diferenciais competitivos, a sua empresa está realmente pronta para entregar o que os colaboradores esperam dos benefícios?

Para ouvir o bate-papo completo sobre cultura de Recursos Humanos em empresas globais e transformação digital:

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