O que torna um trabalho ideal para Millennials e Gen Z?
Bem-estar, propósito, flexibilidade e uma cultura saudável: descubra como atrair jovens talentos.
Está com pressa? Então leia rapidinho a relação dos jovens com o mercado de trabalho:
- Buscam propósito no trabalho
- Priorizam bem-estar e equilíbrio pessoal
- Esperam flexibilidade e autonomia
- Valorizam aprendizado contínuo
- Preferem culturas justas e coerentes
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“Meu pai trabalhou 30 anos na mesma empresa. Eu nem cheguei aos 30 e já passei por cinco empregos diferentes.” Essa frase, comum em qualquer conversa de família, resume em poucas palavras uma das maiores mudanças do mundo do trabalho atual: o que entendemos por “trabalho ideal” já não é o mesmo.
As novas gerações, principalmente Millennials e Gen Z, chegaram ao mercado de trabalho com outras prioridades, outras formas de se relacionar com o trabalho e, principalmente, outras expectativas. Um bom salário ou estabilidade já não são suficientes. Hoje, quem nasceu entre os anos 1980 e 2000 busca propósito, bem-estar, flexibilidade e crescimento.
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Por que repensar o que é um emprego ideal é importante?
Falar sobre “emprego ideal” já não é apenas um exercício filosófico ou romântico — é uma necessidade estratégica. As novas gerações representam o presente e o futuro do talento e estão mudando profundamente as dinâmicas do mercado.
Segundo o relatório Deloitte 2025, mais de 50% da força de trabalho global é composta por Millennials e Gen Z. Na América Latina, os números são ainda mais impressionantes: em países como Peru, Chile ou Brasil, pessoas com menos de 35 anos representam entre 40% e 60% da população economicamente ativa.
Diferente das gerações anteriores, esses grupos não se contentam com estabilidade ou status social. Eles se movem por valores, bem-estar e pertencimento. E, se não encontram isso, vão embora — não porque “não querem trabalhar”, como se diz injustamente, mas porque não aceitam condições que prejudiquem sua saúde mental e sua qualidade de vida.
Do sacrifício ao sentido: como a visão sobre o trabalho mudou
Por muito tempo, trabalhar significava esforço constante, regras rígidas e permanecer anos no mesmo cargo. Era a forma de “ganhar a vida”. Para as novas gerações, esse paradigma já não faz sentido.
Em um mundo marcado por crise climática, avanços tecnológicos acelerados, pandemia e incertezas econômicas, o trabalho não pode ser mais um fardo.
Para Millennials e Gen Z, o emprego no qual vale a pena se comprometer é aquele que:
- Tem sentido pessoal e impacto positivo na comunidade;
- Não consome todo o seu tempo ou sua vida;
- Permite aprendizado e crescimento real;
- É justo, inclusivo e transparente.
E isso não é só preferência: é um novo tipo de contrato entre pessoas e empresas, em que a motivação não vem apenas de bônus ou promoções, mas da coerência entre discurso e prática.
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O que as novas gerações procuram nas empresas?
Embora não se possa generalizar, há características que se repetem nas respostas de jovens quando perguntados sobre o trabalho ideal. Veja os principais fatores, com base em pesquisas recentes e experiências reais:
1. Propósito e valores alinhados
Uma das maiores diferenças entre gerações está no motivo pelo qual se trabalha. Millennials e Gen Z querem trabalhar em empresas com propósito claro, autêntico e coerente com suas ações. Desejam fazer parte de algo com impacto — seja social, ambiental ou comunitário.
Segundo a Deloitte, 44% da Gen Z e 37% dos Millennials já recusaram uma vaga ou deixaram um emprego por não se identificarem com os valores da empresa.
Empresas precisam integrar seu propósito à cultura e às decisões do dia a dia — não basta uma “missão” no site institucional.
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2. Flexibilidade como regra, não como exceção
Flexibilidade nos horários, formatos e locais de trabalho já não é diferencial — é expectativa básica. Modelos híbridos, jornadas adaptáveis e autonomia para gerenciar o tempo são fundamentais para atrair e reter jovens talentos.
Uma pesquisa da ADP Research mostrou que 64% dos jovens preferem ficar desempregados a aceitar um trabalho que afete negativamente sua saúde mental ou seu bem-estar.
Na América Latina, essa demanda muitas vezes esbarra em culturas corporativas tradicionais, onde "cumprir horário" ainda é sinônimo de comprometimento. Mas empresas que adotam modelos flexíveis relatam maior produtividade e satisfação.
3. Bem-estar integral como parte da proposta de emprego
O burnout deixou de ser uma questão individual para se tornar preocupação organizacional. Millennials e Gen Z não toleram ambientes tóxicos, jornadas exaustivas ou falta de limites.
Eles valorizam ações concretas para promover bem-estar emocional, físico e mental:
Licenças estendidas ou flexíveisEspaços para desconexão digitalApoio psicológicoProgramas de mindfulness, alimentação saudável e esporte
A Pluxee ajuda empresas a oferecer benefícios alinhados a essas demandas: alimentação saudável, programas de bem-estar e ferramentas para uma vida mais equilibrada.
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4. Desenvolvimento profissional contínuo
Aprender constantemente é essencial. Jovens profissionais valorizam empresas que oferecem capacitação, oportunidades de mudança de função, novos desafios e evolução sem precisar mudar de empresa a cada dois anos.
Capacitações tradicionais não bastam. Eles buscam:
- Aprendizado prático
- Mentorias
- Experiências de liderança colaborativa
- Feedback contínuo
Empresas com mobilidade interna, projetos interdisciplinares e foco em upskilling digital têm vantagem competitiva na disputa pelos melhores profissionais.
5. Cultura organizacional autêntica e horizontal
Cultura importa e muito. Jovens querem ambientes onde possam se expressar, propor ideias, serem ouvidos e participar de decisões.
Diversidade, equidade e inclusão são essenciais. Mas também é fundamental a horizontalidade: preferem líderes acessíveis, times colaborativos e decisões compartilhadas. Chefes autoritários e distantes perderam espaço.
Uma cultura saudável se constrói no dia a dia: na forma como celebram conquistas, lidam com erros e comunicam decisões. E se sustenta com coerência.
6. Remuneração justa e benefícios personalizados
O salário continua sendo importante, mas não é mais o único critério. Jovens valorizam justiça e transparência salarial — e também os benefícios oferecidos.
Benefícios relacionados à alimentação, saúde, transporte, tempo livre, formação, voluntariado e bem-estar são decisivos para aceitar ou permanecer em um emprego.
A chave está na personalização: diferentes perfis valorizam coisas diferentes. Uma proposta variada e flexível, como a da Pluxee, permite maior adesão, satisfação e engajamento.
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Por que os jovens precisam de flexibilidade no trabalho?
Em um cenário em que o talento jovem redefine as regras do mercado de trabalho, a flexibilidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma expectativa básica das novas gerações. Por isso, é fundamental refletir: o quanto a sua organização é, de fato, flexível?
Essa transformação impacta diretamente a atração, o engajamento e a retenção de profissionais, especialmente entre os jovens na América Latina. Compreender esse movimento é essencial para construir organizações sustentáveis, competitivas e alinhadas ao futuro do trabalho.
Um dos dados mais relevantes vem de um estudo da Randstad, que mostra que 1 em cada 3 jovens da Geração Z pretende trocar de emprego nos próximos 12 meses, sendo a falta de flexibilidade um dos principais fatores dessa decisão (Fonte: Randstad Workmonitor). Essa alta rotatividade evidencia uma desconexão entre modelos de trabalho tradicionais e as novas expectativas dessa geração.
Flexibilidade de horário
Na América Latina, essa tendência se repete. Um levantamento sobre talento jovem na região (Adlatina Group e estudos regionais) aponta que mais de 61,6% dos jovens valorizam a flexibilidade de horário ou o trabalho remoto como fatores-chave para permanecer em uma empresa — superando até questões como estabilidade ou remuneração.
Segundo Romina Diepa, People Manager da WeWork Cone Sul, em entrevista para o Diario Sustentable, “flexibilidade, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e uma cultura alinhada aos valores individuais são fundamentais para reter o talento jovem”.
Essa visão reforça uma mudança clara: os jovens não buscam apenas um emprego, mas uma experiência de trabalho coerente com seu estilo de vida, o que impacta diretamente a capacidade das empresas de reter talentos.
Em países como Chile e Brasil, onde a digitalização do trabalho está mais avançada, o modelo híbrido já se consolidou como padrão. Pesquisas recentes indicam que quase dois em cada três jovens trabalham atualmente com algum nível de flexibilidade.
Flexibilidade = mais bem-estar
Do ponto de vista acadêmico, diversos estudos indicam que a flexibilidade está diretamente ligada ao bem-estar, à qualidade de vida e à produtividade. Além disso, o conceito de sucesso profissional mudou. Para os jovens, crescer não significa apenas estabilidade ou promoções, mas aprender continuamente e manter equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
O propósito também ganhou protagonismo. Segundo a Deloitte, no estudo Global Gen Z & Millennial Survey, muitos jovens rejeitam empregos que não estejam alinhados a seus valores — e a flexibilidade faz parte disso.
Benefícios personalizados
Empresas latino-americanas já estão se adaptando: no Brasil, modelos híbridos permanentes; no Chile, benefícios personalizados; no Peru, o trabalho remoto como atrativo; e no Uruguai, políticas de conciliação ganhando força.
Na Pluxee, acreditamos que a flexibilidade vai além da experiência do colaborador. Ela impulsiona produtividade, inovação e engajamento. Com soluções como benefícios flexíveis e programas de bem-estar, ajudamos empresas a responder às expectativas das novas gerações em toda a região.
Em resumo, os jovens precisam de flexibilidade porque o mundo do trabalho mudou. Ignorar essa realidade significa perder talentos. Adotá-la é uma decisão estratégica para o futuro.
O que as empresas podem fazer para atrair jovens talentos?
Adaptar-se não exige mudar tudo de uma vez — mas é essencial avaliar o que está funcionando, o que não está e o que pode melhorar.
Ações práticas incluem:
- Ouvir ativamente: realizar pesquisas internas, abrir espaços de diálogo e entender o que o público jovem valoriza.
- Revisar os benefícios atuais: muitas empresas oferecem benefícios que ninguém usa. É preciso atualizar a proposta de acordo com a geração, estágio de vida ou função.
- Apostar na flexibilidade: oferecer modelos híbridos, jornadas adaptadas e mais autonomia.
- Formar lideranças preparadas: líderes que inspiram, apoiam e sabem lidar com equipes diversas.
- Comunicar com transparência: reconhecer erros, mostrar avanços e alinhar discurso e prática.
- Investir em bem-estar: desde benefícios concretos até mudanças culturais para promover o cuidado integral.
A Pluxee apoia muitas empresas na América Latina nesse processo, oferecendo soluções que impactam diretamente o bem-estar e a motivação das pessoas.
Conclusão: construindo juntos o trabalho ideal do futuro
As novas gerações não vieram para “quebrar tudo” — vieram para ressignificar o trabalho. Para trazer à tona conversas antes evitadas: saúde mental, equilíbrio entre vida e trabalho, justiça organizacional, propósito.
Ignorá-las não é uma opção. Escutá-las, aprender com elas e evoluir juntos é uma oportunidade de construir empresas mais humanas, resilientes e sustentáveis.
Afinal, o trabalho ideal não precisa ser um privilégio de poucos — pode ser uma realidade construída passo a passo por qualquer organização que decida ir além do salário e do cargo.
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