Trabalho: um refúgio em tempos de mudanças
O que a pesquisa Pluxee + Ipsos 2026 revela sobre engajamento no trabalho, pressão financeira e o impacto da Inteligência Artificial.
O trabalho continua sendo uma importante fonte de estabilidade, mesmo em um cenário marcado pela pressão financeira e pelas transformações provocadas pela Inteligência Artificial.
Os profissionais estão revendo prioridades, estabelecendo limites e desenvolvendo novas expectativas em relação às empresas.
O estudo Engajamento na Era da IA, segunda edição da pesquisa global da Pluxee, realizada em parceria com a Ipsos, investiga essas mudanças e revela três paradoxos do engajamento: o trabalho deixa de ocupar o centro da vida, mas o vínculo com as empresas permanece forte; a lealdade passa a depender cada vez mais da experiência profissional; e a IA, embora transforme profundamente as atividades, é recebida com otimismo por grande parte dos trabalhadores.
No Brasil, os resultados mostram uma relação particularmente interessante entre tecnologia, trabalho e expectativas profissionais. Os dados ajudam empresas e lideranças a compreender como fortalecer o engajamento, desenvolver competências e construir experiências de trabalho alinhadas às necessidades das pessoas.
Os resultados revelam um contraste: mesmo sob pressão financeira, os trabalhadores brasileiros mantêm uma perspectiva predominantemente positiva. Entender essa relação é essencial para compreender o papel do trabalho e das empresas em tempos de transformação.
Os trabalhadores estão redefinindo o espaço que o trabalho ocupa em suas vidas. Isso não significa necessariamente menos engajamento, mas uma forma mais consciente de estabelecer limites e equilibrar prioridades.
No Brasil, 45% consideram o trabalho importante, mas não tanto quanto o restante da vida. Ao mesmo tempo, 93% afirmam gostar ou amar a empresa em que trabalham. Os dados mostram que valorizar a vida pessoal e manter uma conexão positiva com a organização são atitudes que podem coexistir.
dos trabalhadores afirmam que o trabalho é o centro de suas vidas (queda de 6% em relação a 2025).
É a nota média atribuída pelos trabalhadores de todos os países à sua satisfação profissional.
dos trabalhadores afirmam “amar” ou “gostar” da empresa em que trabalham (aumento de 4% em relação a 2025).
Os dados globais mostram que 38% dos profissionais cumprem suas responsabilidades, mas estabelecem limites, enquanto 36% trabalham o máximo possível. Um retrato das diferentes formas de envolvimento com o trabalho.
À medida que as instituições tradicionais perdem força, o ambiente de trabalho continua sendo um espaço onde as pessoas convivem diariamente com colegas, compartilham experiências, participam, criam vínculos e se desenvolvem.
Jean-Baptiste Barféty
Especialista em políticas públicas sobre as transformações do trabalho e o papel das empresas na sociedade.
Globalmente, cresce a parcela de profissionais que pretendem permanecer na empresa enquanto consideram seu trabalho interessante. A tendência reforça a importância do reconhecimento, do desenvolvimento profissional e de experiências que correspondam às expectativas dos colaboradores.
O Brasil apresenta uma particularidade: 57% pretendem permanecer na organização pelo maior tempo possível, enquanto 29% condicionam essa permanência ao interesse pelo trabalho. Para o RH, os resultados destacam a importância de compreender o que sustenta o vínculo entre profissionais e empresas.
Queda no número de trabalhadores que afirmam “pretendo permanecer no emprego pelo maior tempo possível”, em comparação com 2025.
Aumento no número de trabalhadores que afirmam “pretendo permanecer enquanto meu trabalho continuar interessante”, em comparação com o ano anterior.
dos trabalhadores esperam que o RH priorize o bem-estar dos colaboradores e as condições de trabalho.
Globalmente, 51% dos profissionais pretendem permanecer na empresa enquanto puderem, percentual que sobe para 57% no Brasil. Já a permanência condicionada ao interesse pelo trabalho representa 33% no mundo e 29% entre os brasileiros. Os dados revelam diferentes expectativas sobre o vínculo com as organizações.
Os dados mostram que os trabalhadores buscam cada vez mais recompensas que atendam às suas necessidades reais e, ao mesmo tempo, estimulem a produtividade, a criatividade, o engajamento e a excelência no trabalho.
Jean-Baptiste Barféty
Especialista em políticas públicas sobre as transformações do trabalho e o papel das empresas na sociedade
A Inteligência Artificial já faz parte da rotina dos profissionais brasileiros. Embora reconheçam que a tecnologia transformará suas atividades, a maioria demonstra receptividade e identifica oportunidades de desenvolvimento.
No Brasil, 81% têm uma percepção favorável da IA: 57% afirmam adorar a tecnologia e 24% consideram seu uso atraente e crescente. Além disso, 47% acreditam que a IA transformará positivamente suas atividades, tornando o trabalho menos rotineiro e mais interessante.
Descubra o impacto da IA no trabalho
dos trabalhadores estão confiantes de que seus empregos não se tornarão obsoletos por causa da IA.
dos trabalhadores veem com bons olhos a revolução da IA.
dos trabalhadores acreditam que suas atividades provavelmente mudarão, mas de forma positiva, com a IA tornando o trabalho menos repetitivo e mais interessante.
A receptividade à IA varia entre os oito perfis de engajamento. O gráfico revela diferentes níveis de entusiasmo, curiosidade e resistência à tecnologia, mostrando a importância de considerar essas diferenças na sua adoção.
Descubra como engajamento e IA se conectam.
A maioria dos trabalhadores não está preocupada em perder o emprego. A IA ainda está em seus estágios iniciais e, até agora, a experiência tem sido positiva: ela ajuda, economiza tempo e traz praticidade.
Antoine Solom
Consultor sênior da Focus, especializado em pesquisa, consultoria e estratégia para promover engajamento em processos de transformação
Em um momento de incerteza econômica, mudanças nas expectativas sobre o trabalho e avanço da IA, reunimos dois especialistas de referência para ajudar a compreender essas transformações. Suas análises esclarecem os paradoxos que marcam a relação dos trabalhadores com o trabalho hoje: do fortalecimento do vínculo com as empresas às novas expectativas em torno da lealdade e à receptividade surpreendentemente positiva à IA.
Jean-Baptiste Barféty
Especialista em políticas públicas, trabalho e transformação digital, Jean-Baptiste Barféty investiga as mudanças nas relações profissionais e o papel da IA nas organizações. Sua contribuição ajuda a contextualizar os resultados do estudo e os novos desafios do engajamento.
Antoine Solom
Consultor sênior da Focus, especializado em pesquisa, consultoria e estratégia para transformações que promovem o engajamento. Antoine Solom compartilha sua experiência na condução de transformações empresariais em organizações globais. Anteriormente, atuou por 30 anos na Ipsos, onde ocupou, entre outros cargos, o de diretor-geral da área de Análise de Dados de RH e Soluções de Consultoria, com foco em culturas organizacionais que promovem o engajamento.
Conheça os resultados completos da pesquisa Pluxee + Ipsos e descubra como as transformações do trabalho, as expectativas dos profissionais e a inteligência artificial estão redefinindo o engajamento.
Insights que estão redefinindo o engajamento
Conheça os resultados completos da pesquisa Pluxee + Ipsos e descubra como as transformações do trabalho, as expectativas dos profissionais e a inteligência artificial estão redefinindo o engajamento.